Unidos por uma São Paulo sustentável

Faz dois anos voltei a (sobre)viver em São Paulo. Nesse período passei a aplicar as diretrizes apontadas na dissertAÇÃO do mestrado que fiz na Inglaterra sobre a viabilidade de uma Cidade Sustentável.

by Henny Freitasimage

 

Reunião da Rede Novos Parques, na Brasilândia. Foto: Henny Freitas

Reconheci essa tal sustentabilidade nas últimas áreas verdes da capital e me engajei na cocriação e desenvolvimento de movimentos sociais cujo objetivo central é justamente a preservação das raízes dessa sustentabilidade programada: as árvores.

Esses movimentos continuam crescendo. Unidos, receberam o nome de Rede Novos Parques.

Ontem tivemos a primeira reunião oficial de 2016 da Rede Novos Parques. Ela aconteceu no Parque da Brasilândia, região noroeste da cidade. A articulação local existe desde 2001 e tenta proteger uma área de 310 mil m2. Há, na região, um conflito direto com moradias irregulares. São 1480 famílias cadastradas ocupando a área temporariamente enquanto esperam da prefeitura receber moradias dignas em áreas apropriadas.image

 

 

O descaso ambiental por parte do poder público é notório na região. Foto: Henny Freitas

Durante o encontro traçamos planos e estratégias para fortalecer a rede e avançar na discussão da Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo (PL 272/2015), em votação do substitutivo na Câmara dos Vereadores.

Contamos com a presença de representantes de 11 parques ameaçados da capital. Muitas dessas áreas eram, até então, desconhecidas pelo movimento – um estranho emaranhado de sensações: alegria misturada com tristeza.

Alegria por saber que existem movimentos locais preocupados com a preservação ambiental do entorno. Mais feliz ainda por saber que o verde continua (R)existindo em uma cidade caótica como São Paulo. Triste, porém, por (re)conhecer que os administradores dessa cidade não pensam como seus habitantes.

No mesmo dia da reunião da Rede Novos Parques foi publicada na grande mídia a seguinte chamada: “Haddad libera prédio de 8 andares em áreas verdes”. Leia Mais!

Para bom entendedor, a chamada basta. Questiono, portanto, se em vão são os esforços de cidadãos preocupados em unirem-se de forma horizontal e transparente para defender direitos ambientais para o futuro da cidade – pois falar de sustentabilidade é falar de um futuro que ainda não existe -, se os administradores que deveriam nos representar são verdadeiros analfabetos ambientais.

Seguimos nos reconhecendo, amadurecendo, plantando sementes e germinando uma consciência coletiva ambiental em busca de um futuro intencionalmente sustentável.

Sobre a Rede Novos Parques

https://www.facebook.com/redenovosparquessp/?ref=ts&fref=ts

 

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